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Reivindica a tua vida! Combate a precariedade!

Campanha lançada na Universidade de Verão da Esquerda Europeia:

By: European Left

Gostas de trabalhar 65 horas por semana, por vezes até teres 70 anos?

Ou gostarias de ter uma vida melhor, um emprego seguro e um salário decente?

 

Os governos de direita ou sociais-democratas, as autoridades da UE, os mercados financeiros e as multinacionais "oferecem-te" a primeira opção. Nós propomos-te uma luta conjunta pela segunda.

Nos dias de hoje, vivemos uma existência cada vez mais apertada. E quanto ao nosso futuro? Precário. A precariedade não é uma excepção, mas sim a definição de vida para milhões de homens, mulheres, jovens, que não vêem uma saída para o futuro e enfrentam a incerteza no presente.

Ser precário é o resultado das políticas neo-liberais. É um novo sistema de dominação, baseado na insegurança das pessoas e na sua incerteza sobre o dia de amanhã: trabalhar muito e rápido, apenas quando se é chamado, apenas alguns dias por mês. Ou trabalhar a toda a hora do dia ou da noite, rápido, mais rápido, e mais. Trabalha e sê pobre!

As mulheres em particular são as primeiras vítimas da precariedade, devido às características da sua vida profissional: interrupções devido a gravidez ou para cuidar dos filhos, salários mais baixos, trabalho em part-time, dificuldade em encontrar um emprego depois dos 50 anos e reformas significativamente mais baixas.

Não te perguntes se serás capaz de resistir. Pergunta-te a ti próprio como podes ultrapassar a precariedade! Reivindica uma vida melhor!

Reivindica:

- Salários mínimos garantidos em toda a Europa, que tornem possível viver uma vida com dignidade, participar na vida social e cultural e sair de uma situação de trabalho precário ou ilegal;

- O mesmo pagamento para o mesmo trabalho, e acesso a trabalhos a tempo inteiro para toda a gente;

- Empregos seguros em espaços seguros, com segurança social completa e garantida e direitos democráticos e sindicais no local de trabalho;

- Contratos colectivos, redução do horário legal de trabalho e reformas decentes e garantidas para todos;

- Educação pública, gratuita, de alta qualidade e emancipatória a todos os níveis, cursos universitários que proporcionem uma competência científica completa e direitos profissionais;

- Acesso livre, e apoio público incondicional, a todas as formas de conhecimento, novas tecnologias e cultura;

- Benefícios sociais garantidos, casas de qualidade a baixo custo, acesso universal aos transportes públicos, acesso a um sistema de saúde público de alto nível para todos. Desenvolvimento e protecção dos serviços públicos enquanto forças motrizes contra a precariedade;

- Igualdade de sexos em relação aos salários, reformas e direito à educação. Harmonização dos direitos das mulheres de acordo com os modelos mais progressivos existentes na Europa. Protecção dos direitos das mulheres (tais como o direito ao aborto) dos ataques ideológicos e políticos por parte de forças conservadoras e fundamentalistas;

- Respeito pelos direitos sociais, culturais e políticos dos imigrantes. Uma verdadeira política de co-desenvolvimento baseada na democracia, respeito pelos povos e progresso social;

- Adopção generalizada de políticas anti-descriminação a todos os níveis;

- Exigimos que o orçamento da UE tenha em consideração a necessidade de um novo desenvolvimento social e sustentável nos novos estados membros, para melhorar os padrões de vida da população da Europa do Leste. A introdução do Euro nos países de leste não pode ser um pretexto para aumentar as desigualdades e acabar com as protecções sociais.

 

Estes são alguns dos objectivos que têm de ser alcançados para combater a precariedade e construir um futuro decente.

Nos últimos 10 anos, 8,6% do PIB na Europa foi transferido do factor trabalho para o capital. Temos de accionar todas as alavancas politicas e económicas para alterar esta lógica. O NÃO da população (nos referendos efectuados em França, Holanda e Irlanda) aos tratados europeus e às suas políticas de competição que provocam a precariedade e a insegurança, prova que os protestos políticos e sociais estão a crescer na Europa. Temos de construir um movimento amplo, temos de tentar unir as classes populares, sindicatos, movimentos e forças de esquerda numa única luta contra a precariedade. Temos de o fazer agora e imediatamente.